ENGENHO no Brasil Colonial

 Os engenhos, no Brasil Colonial, eram as propriedades dedicadas à plantação e processamento de cana de açúcar.

O açúcar foi o principal produto de exportação do Brasil entre 1530, quando os portugueses iniciaram a ocupação deles em nosso território, até o fim do século XVII, quando ocorreram as primeiras descobertas de ouro no Brasil, contudo, mesmo no período conhecido como "Ciclo do Ouro", os engenhos continuaram a ter um papel econômico relevante.

Quase a totalidade do trabalho realizado no engenho era feito por escravizados trazidos da África e, em menor proporção, índios igualmente escravizados, algumas posições de comando eram comumente ocupadas por portugueses ou mestiços de portugueses com índios.

A grande maioria dos escravizados residiam na senzala, alguns que eram alocados para tarefas domésticas residiam na casa grande.

Os engenhos eram formados por cinco elementos básicos para o seu funcionamento:

Os CANAVIAIS, onde a cana de açúcar era plantada e colhida.

As ROÇAS, onde eram plantados os alimentos para os que residiam no engenho.

A MOENDA, onde a cana de açúcar era processada.

A SENZALA, onde residiam os escravizados que trabalhavam no engenho.

A CASA GRANDE, sede administrativa e onde residia o proprietário, chamado de "senhor de engenho", com sua família.

Outros dois elementos se faziam presentes: o PELOURINHO, que era uma coluna de pedra ou madeira colocada em local aberto e visível, onde eram amarrados e castigados os escravizados e a CAPELA, onde se faziam as rezas e eventualmente se realiza cerimônias religiosas.




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